# Reforma Tributária e Simples Nacional: o que realmente muda para micro e pequenas empresas

- Link: https://escritoriotm.com.br/reforma-tributaria-e-simples-nacional-o-que-realmente-muda-para-micro-e-pequenas-empresas/
- Published: 2026-07-06T11:34:53-03:00
- Author: Editorial

A Reforma Tributária brasileira é a maior mudança na tributação sobre o consumo 
desde a Constituição de 1988. Depois de anos de debates, o Brasil começa uma transição
que vai alterar a forma como as empresas pagam impostos, emitem notas fiscais e 
organizam seus negócios. No meio disso tudo, a principal dúvida de muitos empreendedores
é: o que vai acontecer com o Simples Nacional?

Se você é dono de uma micro e pequena empresa, a primeira informação importante 
é que o Simples Nacional não acabou. A Emenda Constitucional nº 132/2023 manteve
o tratamento diferenciado para esses negócios, e a Lei Complementar nº 214/2025 
regulamentou essas regras. A guia única (DAS), os limites de faturamento e os benefícios
continuam, mas a lógica por trás dos impostos vai mudar.

##  

## **O fim de impostos antigos e a chegada do IVA Dual**

O novo modelo cria o IVA Dual, formado por dois novos tributos:

•    **CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços)**: de competência federal.   

•    **IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)**: de competência estadual e municipal.

Eles vão substituir gradualmente impostos que você já conhece, como PIS, COFINS,
ICMS e ISS. A ideia central é simplificar o sistema, acabar com a cumulatividade(
imposto sobre imposto) e deixar a cobrança mais transparente.

##  

## **O que é o Simples Híbrido?**

Uma das maiores novidades para quem está no Simples Nacional é a possibilidade de
pagar o IBS e a CBS fora da guia do DAS, mantendo os outros impostos no regime simplificado.
O mercado apelidou essa opção de **Simples Híbrido.**

Essa escolha não será vantajosa para todo mundo. Cada empresa precisará fazer as
contas. Negócios que vendem direto para o consumidor final (B2C) devem sentir menos
impacto em relação aos créditos tributários. Por outro lado, empresas que vendem
para outras empresas (B2B) vão perceber que a geração de créditos de IBS e CBS será
um fator decisivo nas negociações. O planejamento tributário deixa de ser apenas
uma obrigação e passa a ser uma vantagem competitiva.

##  

## **A escolha do regime tributário não é mais automática**

Até agora, optar pelo Simples Nacional era quase um reflexo para pequenos negócios.
Com a reforma, essa decisão vai exigir mais análise. Você precisará avaliar sua 
margem de lucro, quem são seus fornecedores e clientes, como você forma seus preços
e qual é a sua estrutura de custos. Duas empresas do mesmo setor podem adotar estratégias
totalmente diferentes dependendo de como operam.

##  

## **Como se preparar durante a transição**

A transição para o novo sistema será gradual e vai até 2033. Esse prazo longo permite
que as empresas e os escritórios de contabilidade se adaptem sem pressa. No entanto,
o ideal é começar a se preparar agora para evitar surpresas.

A contabilidade ganha um papel ainda mais estratégico. O contador deixa de ser apenas
o profissional que gera guias e passa a ser o parceiro que ajuda a empresa a tomar
decisões financeiras e a proteger sua margem de lucro.

##  

## **O que as empresas devem fazer agora:**   

•    **Revisar o enquadramento tributário**:

entenda se o Simples tradicional ou o Híbrido faz mais sentido para o seu negócio.

•    **Mapear operações**:

separe o que é venda para consumidor final (B2C) e o que é venda para outras empresas(
B2B).   

•    **Atualizar sistemas**:

prepare seus softwares de gestão e emissão de notas fiscais para as novas regras.

•    **Fazer simulações**: calcule o impacto dos novos impostos nos seus custos 
atuais.   

•    **Revisar preços e contratos**: ajuste sua política comercial considerando 
o novo cenário de créditos tributários.   

•    **Acompanhar a regulamentação**: fique de olho nas regras que ainda estão sendo
definidas.

Empresas que entenderem essas mudanças com antecedência terão mais facilidade para
manter a competitividade e encontrar oportunidades no novo ambiente de negócios 
do Brasil.
